A Feira do Empreendedor de Curitiba fechou sua programação nesta sexta-feira (18) com uma palestra magna de peso: Luis Justo, conselheiro e ex-CEO da Rock World, empresa responsável pela organização do Rock in Rio, The Town e Lollapalooza BR, subiu ao palco para compartilhar com micro e pequenos empreendedores paranaenses os bastidores de um dos negócios de entretenimento mais reconhecidos do mundo.
À frente da Rock World, Justo consolidou a operação internacional da marca e ampliou suas fontes de receita, transformando o Rock in Rio em uma plataforma que vai muito além dos dias de festival. Sob sua liderança, a empresa investiu em profissionalização, digitalização e na criação de novos modelos de negócio dentro da holding, conectando patrocinadores, parceiros culturais e tecnologia de forma cada vez mais estratégica.

Mais do que gerir grandes eventos, o executivo tem se destacado por unir propósito e resultado: a Rock World passou a adotar políticas de sustentabilidade, apoio a ONGs e diversidade em suas estruturas, mostrando que impacto social e negócio lucrativo podem caminhar juntos.
É justamente esse saber-fazer, como transformar experiência em negócio rentável, que Justo trouxe para Curitiba no encerramento da programação do terceiro dia da edição 2026 da Feira do Empreendedor.
Conceitos de festivais mundiais cabem no pequeno negócio?
Um dos pontos centrais da palestra de Justo girou em torno de um dilema comum a qualquer empreendedor, do pequeno ao gigante: será que os conceitos de experiência e diversidade que fazem a Rock World ser referência mundial também se aplicam à realidade do micro e pequeno empreendedor? Para Justo, a resposta é sim, e ele destacou que a diferença de porte pode até ser uma grande vantagem.
“Os pequenos negócios têm uma vantagem competitiva em relação aos grandes justamente pela possibilidade de começar a construir essa cultura desde a raiz, desde a origem do propósito e do sonho grande do empreendedor. Pensar em cultura e em proposta de valor não tem tamanho, é para pequeno, médio e grande. Essa feira, por exemplo, é uma demonstração disso: sempre temos o que aprender e o que ensinar, e o propósito de qualquer negócio é esse, se desenvolver e juntar pessoas em torno de um propósito comum”, ensinou Justo.

O que os participantes levam da Feira
Para além do palco principal, a Feira do Empreendedor também é lugar de troca nas Salas do Conhecimento, iniciativa do Sebrae/PR que reúne trilhas de conteúdo voltadas a empreendedores em todas as fases do negócio, do que está começando ao que já está consolidado. E não por acaso, o tema que ecoou no palco principal com Luis Justo, a experiência como diferencial competitivo, também apareceu nas conversas de quem passou pelas salas ao longo do dia.
É o caso de Jacson Carnei, responsável pelo Marketing da Davipan Distribuidora, que reforçou o papel das palestras como fonte de inspiração direta para o dia a dia do negócio.
“As palestras ajudam a inspirar porque trazem insights para a gente. Vim atrás de me atualizar sobre as tendências e um evento como este entrega tudo isso”, destacou Jacson.
Aline Polli, diretora das Óticas Convergência, de Curitiba, contou que participou das três últimas edições da Feira do Empreendedor.
“Aqui até a gente entende se atualiza de uma maneira muito ampla, até mesmo em novas linguagens dos consumidores”, afirmou a empreendedora.
Assim como Jacson, Aline disse que já enxergava a experiência do cliente como parte da estratégia do seu negócio.
“Hoje não é só uma questão de vender. Através da venda, você sempre tem que trazer uma experiência para o cliente, e a gente fica pensando em formas diferentes de fazer isso. As palestras ajudam bastante.”

Grandes negócios, mesmos princípios
A presença de Luis Justo no encerramento da programação de sexta-feira (18) da Feira do Empreendedor de Curitiba reforça uma ideia simples, mas nem sempre óbvia: os princípios que sustentam um festival de escala mundial, experiência, propósito e visão de longo prazo, são os mesmos que podem impulsionar qualquer pequeno negócio. Entre o palco do Rock in Rio e o estande de um empreendedor paranaense, a lição que fica é a mesma: quem entrega uma boa experiência, entrega também um bom negócio.
