Após nove meses de atividades, o programa de Performance para Negócios Inovadores, desenvolvido com doze empresas do Parque Tecnológico Maringatech chega ao fim. A iniciativa foi pensada para apoiar as pequenas empresas naquilo que representa um dos principais desafios ao falar de inovação: fazer melhor os processos que já existem, aumentar a eficiência operacional e transformar a organização interna em uma base para o crescimento sustentável.

Para atender às diferentes realidades das participantes, foram desenvolvidas três jornadas: Maringatech Start, Maringatech Traciona e Maringatech Scale. A proposta foi oferecer uma abordagem adequada ao momento de cada um, combinando encontros presenciais trimestrais, treinamentos coletivos e mentorias individuais.
Para Edimila Denig, proprietária da Atlas Propriedade Intelectual, que atua com marcas e patentes, o programa contribuiu para deixar de olhar apenas para as demandas do cotidiano e passasse a enxergar o negócio de maneira mais estratégica.

“Estava tudo certo com faturamento, clientes chegando. Faltava organizar e dar uma agilidade nos processos, para daí sim falar em crescimento e não só enfrentar os problemas do dia a dia”, comenta.
Ao longo dos meses, a empresa avançou na definição de prioridades, na organização das responsabilidades da equipe e na elaboração de um planejamento de crescimento.
“Depois de nove meses de programa, conseguimos classificar melhor as prioridades da empresa, definir o papel de cada um através de algumas ferramentas utilizadas. Muitas ideias acabaram surgindo, no meio do caminho já mudamos algumas rotas e, com certeza, isto vai impactar positivamente nos resultados que vamos alcançar”, afirma Edimila.
Para o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Rissete, iniciativas como o Programa de Performance para Negócios Inovadores vem para aproximar os serviços de apoio às necessidades específicas de cada empresa.
“Ambientes como este de inovação fazem com que os pequenos negócios tenham serviços conectados aos desafios que enfrentam. Estamos falando de empreendimentos que estão ofertando novos serviços para a sociedade. Estamos falando de conhecimentos, processos que precisam ser construídos, e construir isso sozinho é mais difícil. Por isso, estamos disponíveis com iniciativas customizadas à realidade e aos desafios que a empresa tem naquele momento”, destaca.

Personalização da jornada
A diretora do Maringá Tech, Ana Paula Freitas, explica que a criação do programa partiu justamente da necessidade de oferecer às empresas um acompanhamento compatível com o estágio em que cada uma se encontrava.
“Precisávamos de um programa de inovação para atender as empresas, cada uma na fase que estão. Formatar um plano de negócio coeso com o mercado”, ressalta.
A evolução das empresas já começou a ser percebida durante o próprio ciclo do programa. Segundo Ana Paula, uma avaliação realizada em agosto apontou aumento nas notas atribuídas às participantes.
“Não é que elas não sabiam fazer, o Sebrae ajudou nesta organização, para que elas pudessem pensar de forma mais coesa e pensassem neste plano de negócio mais real”, identifica.
Para a diretora, os resultados reforçam a importância de manter e ampliar a iniciativa.
“Queremos para o ano que vem fortalecer ainda mais este programa. Agradeço demais ao Sebrae, que se abriu para nos ajudar. Estou feliz com os resultados que já estão chegando às empresas participantes”, celebra.
Metodologia
A necessidade de estruturar processos também foi percebida pela Unionsystem Sistemas e Inovações. Há quatro anos dentro do Maringátech, contam nove funcionários e atuam com venda de softwares de gestão. Para o diretor Joel Takei, a empresa sentia que precisava organizar a estrutura para dar um novo passo.
“A gente sentia que precisava organizar a casa para poder ter um crescimento maior. Este programa nos auxiliou muito. Tivemos que refazer muitos processos, o que já valeu muito a pena”, aponta.
De acordo com Takei, o trabalho também permitiu olhar com mais atenção para aspectos que faziam parte da rotina da empresa, mas que não recebiam a mesma prioridade na gestão.
“Certificados, patentes, detalhes que não olhávamos com calma, agora conseguimos organizar. Olhando para trás vemos que conseguimos organizar muita coisa”, destaca.
