Pesquisa do Sebrae/PR mostra que 76% das empresas de micro e pequeno porte instaladas nas regiões de Ponta Grossa e Guarapuava, tiveram redução no faturamento com a pandemia do coronavírus. Os dados são do estudo “Crise Covid-19”, que ouviu 289 pequenos negócios do comércio, serviços e indústria, em 43 municípios.
Outros 35% tiveram que fechar temporariamente as portas, 27% optaram pela redução da jornada de trabalho e 21% interromperam a produção. A demissão de funcionários foi adotada por 17% dos entrevistados. O estudo mostra que 70% mantiveram o número de funcionários, 29% reduziram e apenas 1% contratou.
Questionados sobre a possibilidade de fazer novas contratações, 40% responderam que farão contratações, 28% não pretendem contratar e 32% não sabem. Sobre a situação da empresa antes da pandemia, mais da metade (55%) disseram ser boa, 35% razoável e 10% ruim. Com relação ao nível de inadimplência da empresa, em relação ao ano passado, 39% tiveram aumento, 52% permaneceram igual e 9% reduziram.
Com o cenário incerto, 23% dos entrevistados responderam não saber por quanto tempo conseguirão manter seus negócios abertos diante da disponibilidade de caixa existente no momento. Outros 18% afirmaram que não conseguem mais manter a empresa aberta em função das dívidas existentes e 15% projetam se manter por mais dois meses.
Para manter a empresa funcionando, 72% dos pesquisados estão utilizando recursos próprios. Outros 43% recorreram a empréstimos bancários, de terceiros ou de familiares no período. Dos que recorreram a empréstimos bancários, 25% não tiveram acesso, 10% obtiveram crédito e 8% ainda aguardam resposta.
Sobre o uso de novas tecnologias, 55% dos empresários disseram que a principal dificuldade é a falta de recursos para o desenvolvimento ou implantação, 20% desconhecem o assunto, outros 20% não têm mão de obra especializada e 18% apontaram a falta de tempo como limitador.
Conforme o gerente da regional Centro do Sebrae/PR, em Ponta Grossa, Joel Franzim Junior, o objetivo, com a pesquisa, é explorar oportunidades e dificuldades enfrentadas pelas empresas para mitigar ou eliminar efeitos decorrentes da crise causada pela pandemia, em suas atividades.
“Com as informações disponibilizadas, é possível planejar ações para o fortalecimento dos territórios, com ainda mais assertividade. O Sebrae/PR atua em diversas frentes, seja com orientações sobre o acesso ao crédito, como também no fortalecimento do ambiente de negócios”, reforça.
Metodologia
A pesquisa quantitativa foi realizada de 03 a 29 de junho, com 289 empresas de micro e pequeno porte, dos setores do comércio, serviços e indústria. A margem de erro é de 5,7%.
Números da pesquisa
Precisou renegociar ou substituir contratos com parceiros ou fornecedores?
47% renegociei
47% Não
6% Substitui
% de empresas que adotaram as MPs aprovadas pelo governo
31% adiantamento de impostos/tributos
28% adiamento de dívidas
16% empréstimo de capital de giro
7% empréstimo para folha de pagamento
No período de quarentena sua empresa criou algo novo ou diferente do que fazia antes?
48% sim
52% não
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De que forma se deu a inovação?
26% novos produtos e serviços
13% serviço de entrega/delivery
10% vendas online
10% utilização de redes sociais
8% utilização de canais, serviços online
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Possibilidade de a empresa inovar com uma nova prática de produto ou serviço, após a pandemia:
38% alta
22% média
18% baixa
22% não sabe
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