Mais de 7 mil pessoas passaram pela Feira do Empreendedor do Sebrae/PR, em Londrina, e levaram do evento mais do que conhecimento. Quem chegou em busca de conhecimento saiu com a agenda cheia de novos contatos, às vezes, até com negócios fechados. É que a Feira se consolidou como um ambiente de conexões, onde uma conversa de corredor pode se transformar em parceria entre fornecedores, clientes, sócios e investidores.
É o caso da CEO da Way Agência Digital, Sheila Dal-Ry Issa, que conta que levou a empresa para o espaço de expositores e saiu da Feira com conexões que superaram as expectativas.
“Foi uma experiência muito boa porque a gente viu todos os tipos de públicos. Conhecemos várias histórias, vários tipos de negócios, além dos que já estavam no nosso radar. Nos conectamos a novos clientes em potencial e também a parceiros para empresas que já atendemos. Essa diversidade de conexões que o Sebrae promove é muito importante para quem empreende”, destaca Sheila.

As conexões também ajudaram quem foi à Feira em busca de um novo caminho para empreender.
“Há dois anos viemos do Rio de Janeiro para Londrina em busca de qualidade de vida. Nesse período, tentamos manter um negócio on-line de produtos naturais, mas não deu muito certo. Quando soubemos que o Sebrae apresentaria um estudo de oportunidades durante a Feira, decidimos participar. Desde quinta-feira estamos aproveitando os atendimentos e todos os conteúdos possíveis para repensar como queremos empreender”, afirma Antônio.

O professor de Geografia Marcos Kloster também viu na Feira do Empreendedor uma oportunidade para planejar uma nova etapa da vida profissional. “Leciono há mais de 34 anos e agora estou aguardando a minha aposentadoria sair, mas não consigo pensar em ficar parado. Não é nem por uma questão financeira, mas porque entendo que ainda tenho muita coisa para produzir”, diz Marcos.
Ele relata que já empreendeu em outros momentos da vida, mas que essa experiência mostrou que, para entrar no mundo dos negócios, é preciso conhecimento e apoio de quem entende do assunto. “O Sebrae é uma referência nesse aspecto, mas na Feira isso fica ainda mais claro, porque em um único lugar é possível aprender, trocar experiências e conhecer pessoas que podem fazer a diferença na nossa trajetória como empreendedores”, destaca o professor.
Negócios realizados
A Feira também foi espaço de conexões que se transformaram em negócios. A confeiteira Adriane Lima participou do espaço Compre do Pequeno e afirma que a estreia na Feira do Empreendedor Sebrae superou todas as expectativas. Moradora de Rio Branco do Ivaí, a cerca de 220 quilômetros de Londrina, ela encontrou no evento uma oportunidade para ampliar a visibilidade dos produtos e conquistar novos clientes.

“Vendi mais de 600 kits de doces do campo. Se tivesse mais algumas horas de evento, não conseguiria atender ao público. Eu estou muito feliz com esse resultado”, conta com um largo sorriso no rosto.
Moradora de uma pequena propriedade rural, Adriane desenvolveu doces inspirados no brigadeiro gourmet, mas preparados com ingredientes cultivados e produzidos pela família como capim-santo, manjericão, pamonha e doce de leite.
“Agora vou precisar procurar o Sebrae novamente para pensar em como produzir mais e atender mais cidades. Acho que a Feira foi um bom termômetro de que os nossos produtos foram bem aceitos”, comemora.
Revendedora de cosméticos há mais de 30 anos, Rosário Arenales participou da Feira em busca de conhecimento, mas voltou para casa também com novos contatos e vendas realizadas.
“Conheci muitas pessoas, ampliei consideravelmente minha rede de contatos e também realizei vendas. Paralelamente, participei de todas as palestras que consegui para aprender como vender ainda mais. Estou indo para casa encantada com tanta coisa que aconteceu e que aprendi nesses últimos dias”, testemunha Rosário.
Quem inspira hoje, também começou pequeno
Responsável por encerrar a programação da Feira do Empreendedor de Londrina, a fundadora da Sorridents e do Grupo Salus, Carla Sarni, lembra que eventos como a Feira do Empreendedor são fundamentais para quem sonha em abrir um negócio ou deseja fazer a empresa crescer.
“Os contatos realizados e os conhecimentos adquiridos em um evento como este são incríveis. Se hoje eu venho como palestrante, eu quero lembrar que assim como vários participantes da Feira, também já fui pequena. O empreendedorismo não é linear, mas as conexões transformam e ajudam sempre”, destaca.
Parcerias que fortalecem o empreendedorismo
A Feira do Empreendedor também reforçou a importância da atuação conjunta entre o Sebrae/PR, o Sistema S, federações e demais entidades representativas do setor produtivo, ampliando o alcance das ações voltadas ao desenvolvimento dos pequenos negócios. Além da parceria na realização do evento, as instituições estiveram presentes com estandes, apresentando soluções, orientações e oportunidades ao público.
O coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, destaca que a atuação conjunta entre as entidades fortalece o ambiente de negócios e amplia as oportunidades para quem empreende.
“Aqui no Paraná existe um espírito muito colaborativo. Sistema S, federações e demais entidades trabalham de forma integrada porque entendem que, quando unimos conhecimento, experiência e soluções, ampliamos as oportunidades para quem empreende. A Feira mostra isso na prática, reunindo diferentes instituições em um mesmo ambiente para atender e apoiar os pequenos negócios”, afirma Schmidt.
Feira é feita de conexões
O gerente da Regional Norte do Sebrae/PR, Rubens Negrão, destaca que a Feira do Empreendedor foi construída para aproximar pessoas, ideias e oportunidades, criando um ambiente onde diferentes conexões impulsionam a jornada de quem empreende, com foco nas micro e pequenas empresas.
“Quando falamos em conexões, não estamos falando apenas de networking. A Feira conecta empreendedores ao conhecimento, por meio das palestras e consultorias; ao mercado, aproximando novos clientes, fornecedores e parceiros; às soluções, apresentadas pelos expositores; e às instituições que oferecem crédito, orientação e apoio para quem quer empreender”, destaca Negrão.
Segundo o gerente, esse ambiente também favorece a troca de experiências entre empreendedores, estimula o surgimento de novas parcerias e amplia as oportunidades de desenvolvimento dos pequenos negócios. Cada conexão construída durante a Feira representa um novo passo para quem deseja abrir uma empresa, fortalecer um negócio, inovar ou ampliar mercados.

