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Sebrae/PR e Prefeitura de Imbituva iniciam programa para fortalecer a Feira do Produtor

Iniciativa atenderá 20 pequenos produtores com ações de gestão, comercialização, apresentação dos produtos e acesso a novos mercados.
Por ASN
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Michael Douglas Camilo, gerente da Regional Centro do Sebrae/PR, prefeito Bertoldo Rover e secretária da Agricultura e Pecuária, Cristiane Tabarro Borgo, assinam contrato do programa que vai beneficiar produtores rurais. Foto: André Paganotto/Sebrae/PR

A Prefeitura de Imbituva, nos Campos Gerais, e o Sebrae/PR lançaram um programa para fortalecer a Feira do Produtor Imbituvense e profissionalizar pequenos negócios rurais do município. Ao longo de 12 meses, 20 produtores vão passar por diagnóstico individual, consultorias, oficinas práticas e capacitações. O contrato foi assinado nesta quinta-feira (1º).

O programa abordará gestão, formação de preços, atendimento, organização e apresentação das bancas, comercialização, divulgação e adequação sanitária. A feira também vai ganhar identidade visual própria e ações de divulgação na cidade e nas redes sociais.

A iniciativa partiu da Secretaria de Agricultura e Pecuária, que acompanha os produtores desde 2025. “O produtor sabe produzir, mas não sabe vender”, resume a secretária Cristiane Tabarro Borgo. Por isso, a Prefeitura buscou apoio especializado para trabalhar o que acontece depois da produção, como gestão, precificação, exposição dos produtos e relação com os clientes.

É nesse ponto que o programa vai atuar, segundo André Paganotto, consultor do Sebrae/PR. “A apresentação e padronização dos produtos e das bancas podem tornar a feira mais atrativa e facilitar a percepção de valor pelo consumidor”, explica André. O trabalho com preços e vendas também deve ajudar os produtores a tomar decisões mais fundamentadas sobre o próprio negócio.

Os participantes foram escolhidos entre os empreendimentos acompanhados pelo município, com prioridade para iniciativas inovadoras e de desenvolvimento. “Estamos trabalhando com pessoas que têm vontade de crescer”, afirma Cristiane. Para ela, a feira vai além do ponto de venda. Ela aproxima quem produz de quem compra e mantém o dinheiro circulando em Imbituva.

Selo Arte e missão técnica

Reginaldo Jardim, entre a secretária Cristiane Tabarro Borgo e o prefeito Bertoldo Rover, vê no programa uma oportunidade para ampliar e fortalecer a produção de queijos artesanais. Foto: André Paganotto/Sebrae/PR

O programa inclui uma missão técnica para que os produtores conheçam outras feiras e iniciativas e tragam para Imbituva o que puder ser adaptado. Os participantes também receberão orientações sobre o Selo Arte, identificação concedida a produtos alimentícios artesanais de origem animal que atendem às exigências previstas na legislação. Associado à regularização sanitária exigida, o selo amplia as possibilidades de comercialização desses produtos, permitindo a venda em todo o território nacional.

Essa é uma das frentes do programa de fortalecimento da Feira do Produtor Imbituvense que pode ajudar o produtor Reginaldo Jardim, da Queijaria Cultura Mineira, a ampliar as possibilidades de comercialização de seus queijos. “O desafio é lidar com a concorrência de produtos industriais de baixo custo e mostrar ao público o valor do trabalho artesanal e do tempo de maturação”, afirma.

Reginaldo produz queijos frescais e curados, em um processo artesanal. Ainda não vende na Feira do Produtor, mas vê o espaço como uma oportunidade para tornar seu trabalho mais conhecido e se aproximar de novos consumidores.

Ao longo dos próximos 12 meses, pretende ampliar a linha de produtos, aumentar a produção de queijos maturados, firmar parcerias com o comércio local e estruturar as vendas por encomenda durante a semana.

Entre as dificuldades de quem vende diretamente ao consumidor, ele cita a burocracia para obter os selos de inspeção sanitária, que considera importantes, e o tempo dividido entre produzir e vender. O preço também pesa. “O poder de compra da população varia, o que nos exige equilibrar o preço justo com a qualidade que oferecemos”, diz Reginaldo.

As consultorias de gestão e formação de preços tratam do equilíbrio entre preço e qualidade e da rotina dividida entre produção e vendas. A adequação sanitária prevê orientação sobre os caminhos da inspeção. Já a organização das bancas e a divulgação da feira oferecem a vitrine que Reginaldo busca para mostrar a diferença do queijo artesanal. Nesse quesito, o produtor já tem um trunfo. “Quando a pessoa prova um queijo bem-feito e conhece a história por trás dele, a venda acontecerá de forma natural”, completa o produtor.