Tirar uma boa ideia de negócio do papel está entre os quatro maiores sonhos do brasileiro, segundo o último relatório anual do Global Entrepreneurship Monitor (GEM). E que tal sair do Ensino Médio já com uma ideia assim formatada para rodar? Esse olhar empreendedor levou os jovens estudantes João Gabriel Santini, Julia Breda, Matheus Wasilewski e Ravi Corrêa, de Curitiba, a idealizarem uma startup que une pessoas com capital para investir em energia solar, a outras com espaço para instalação dos painéis solares, mas que não tenham recursos. A ideia foi a vencedora do Hackathon Dom Bosco, uma parceria entre Sebrae/PR e a Escola SEB Dom Bosco, que desafiou estudantes da instituição a pensar soluções para o aquecimento em grandes centros urbanos.
“Incentivamos o protagonismo do jovem, de modo que, competências e habilidades sejam colocadas à prova na busca de soluções de um problema real. O Hackathon é o momento de colocar os comportamentos empreendedores em prática, buscando soluções de problemas com base na criatividade, que é essencial para estimular o empreendedorismo inovador. Isso é fundamental para criar boas soluções que podem se tornar um negócio, produto ou serviço de relevância para a sociedade”, analisa Sônia Shimoyama, coordenadora estadual de Educação Empreendedora do Sebrae/PR.
Ela reforça que estimular a educação empreendedora é uma das missões do Sebrae, fomentando um comportamento empreendedor que vai para além do “ter”, é a construção do “ser”.
Nesta segunda edição do Hackathon Dom Bosco, puderam se inscrever estudantes do Ensino Fundamental dos anos finais (6º, 7º, 8º e 9º anos), além dos alunos do Ensino Médio (1º, 2º e 3º anos). João Gabriel Santini, que tem 17 anos e cursa o “terceirão” também esteve na equipe vencedora da primeira edição do desafio. Ele afirma que, a cada ano, se interessa mais pelas dinâmicas empresariais.
“Vi, no Hackhaton, uma oportunidade de me dar um conhecimento base para iniciar projetos dessa amplitude. A proposta não foi fácil de formatar. Ficamos as primeiras 12 horas da competição debatendo, buscando uma ideia que fosse benéfica tanto ao meio ambiente, quanto a quem a consumisse. Até que conseguimos achar a solução que continha tudo o que estávamos buscando e, a partir disso, demos o nosso máximo no desenvolvimento do negócio”, conta.
A ideia vencedora é um aplicativo que tem como objetivo reunir interessados em investir em energia solar. Por meio dele, as pessoas poderiam começar a investir, sem se preocupar em encontrar o lugar adequado para instalar placas solares, ter o conhecimento no tema ou até dispor de capital, uma vez que a solução uniria pessoas que tivessem apenas uma das características necessárias para o empreendimento (conhecimento, capital e espaço). Ao fim do investimento, créditos energéticos seriam gerados ao CPF dos envolvidos.
O coordenador de Tecnologia Educacional da Escola, Raphael Fernandes Corrêa, afirma que esse projeto estimula os alunos a irem além do que estão acostumados, porque precisam resolver problemas reais, de empresas reais e com finalidade impactante para sociedade. “A partir do momento que os jovens são capacitados para que possam inovar, a sociedade inteira se beneficia. Quantos brasileiros já não tiveram ideias geniais, porém não sabiam como implementar e com isso nunca as colocaram em prática?”, pontua.
Ainda de acordo com o professor, outro ponto importante é a capacitação fornecida pelo Sebrae/PR, mostrando que não é impossível colocar uma ideia em prática e que há uma técnica a ser utilizada para que os resultados venham de forma mais rápida. Para ele, esses conhecimentos podem ser aplicados em outras áreas da vida do jovem, não somente no empreendedorismo em si.
Vencedores
Os jovens Cauê Correia de Sá, Bruna de Padua e Felipe Ribeiro ficaram em segundo lugar na competição com o desenvolvimento de uma plataforma de jogos para dispositivos móveis que ensina e desafia crianças de 4 a 10 anos acerca de temas do desenvolvimento sustentável como a reciclagem, a economia de luz e captação de recursos hídricos.
Já Davi Rech e João Marco Heimoski levaram a terceira posição com uma ideia para incentivar a prática da agricultura junto à população que vive em moradias sem espaço verde. A ideia da startup é desenvolver uma estufa inteligente que utiliza recursos limpos para se manter. A instalação dessas estufas em espaços disponíveis na cidade, amenizaria o fenômeno das ilhas de calor, além de permitir que o público geral tenha acesso a uma alimentação saudável.
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