A Feira do Empreendedor do Sebrae/PR movimentou negócios e garantiu oportunidades comerciais ao longo dos quatro dias de evento, que terminou neste sábado (19). As 39 empresas expositoras, juntas, totalizaram potencial estimado de R$ 14,7 milhões em negócios. O resultado também foi positivo para as nove expositoras do setor de franquias, com R$ 11,42 milhões em potencial de negócio. Já os 31 empreendedores que participaram do Compre do Pequeno contabilizaram mais de R$ 100 mil em negócios fechados. Além das vendas realizadas durante o evento, a participação também rendeu contatos, parcerias e oportunidades de novos mercados para os empreendedores.
É o caso de Adriane Sampaio Torres que, desde 2019, tem loja online especializada na produção de scrubs e toucas para equipe médica e pacientes quimioterápicos, além de peças para gastronomia e turbantes.

Ao todo, são seis produtos e cerca de dez modelos, comercializados para todo o Brasil, on-line. Os preços variam de R$ 40 a R$ 200. Esta é a segunda participação dela na Feira do Empreendedor. A primeira foi em 2024 e, de lá para cá, os resultados da participação no evento já podem ser percebidos.
Segundo Adriane, entre uma edição e outra, houve aumento de 50% na prospecção de novos clientes e de 30% de crescimento no faturamento da Magnólia Atelier.
“É gratificante o retorno. Além dos negócios aqui, durante a feira, conseguimos fidelizar muitos clientes que acabam nos acompanhando ao longo dos anos”, comemora.
Para ela, a feira funciona como uma vitrine para a marca e, também, como espaço para fortalecer relacionamentos já iniciados. Neste ano, a empreendedora relata a surpresa de reencontrar clientes que compraram, pela primeira vez, durante a primeira participação em 2024. Nos quatro dias de feira, ela contabiliza cerca de 800 atendimentos.
Assim como Adriane, Juliana Oliveira, da Preta Fina Acessórios, também participou da Feira do Empreendedor no setor “Compre do Pequeno”. Ela e a filha tocam um pequeno negócio de acessórios e utilizam fio de seda, resina e corda náutica para a produção dos itens à venda, cujo ticket médio fica em torno de R$ 50.

Ela também é veterana na Feira. A primeira participação foi em 2025. Neste ano, foram cerca de 500 atendimentos, ao longo dos quatro dias. A expectativa é que 40% desses contatos se transformem em negócios.
Sustentabilidade e empreendedorismo
Para o empresário Alexandre Quaquarini, da Tijolos Ecológicos Curitiba, a edição de 2026 representou o primeiro contato com a Feira do Empreendedor. Ele está à frente de uma fábrica familiar de tijolos ecológicos, em Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba.
Ao longo dos dias do evento, foram cerca de 800 pessoas atendidas. A expectativa é que aproximadamente 20% desses contatos se transformem em negócios no curto prazo e outros 40% sejam convertidos em oportunidades no médio e longo prazo.

O diferencial do produto está justamente no processo de fabricação. O tijolo é produzido com terra, cimento e areia e não passa por forno, o que caracteriza o produto como ecológico. Quaquarini também destaca resistência de cinco a sete vezes superior à do tijolo convencional e uma economia que pode chegar a 40% no custo final da obra, considerando material e mão de obra. O negócio é administrado por quatro sócios da mesma família.
“O tijolo ecológico já existe há muito tempo, mas a feira, para nós, é uma oportunidade diferenciada para mostrar o nosso produto ao consumidor final, que é nosso principal cliente, e o resultado foi muito positivo”, considera.
Feira como vitrine para a venda de maquinário
Também estreando na Feira do Empreendedor, Lenoir Zabot, da Cacautec, chegou ao evento com máquinas voltadas à produção de chocolates. A empresa, que atua desde 2008 em Curitiba e é composta por dois irmãos, fabrica equipamentos como temperadeiras e mesas vibratórias, utilizadas para retirar bolhas do chocolate.

Para o empreendedor, a feira funciona como um grande espaço para apresentar os equipamentos a novos públicos e conquistar território. A estimativa é transformar em negócios, no curto prazo, cerca de 15% dos atendimentos realizados durante o evento.
Outro expositor que participa pela primeira vez é uma empresa especializada na fabricação de máquinas para produção de doces e salgados, a Consultomaq. Com matriz em Londrina, a empresa possui 15 unidades no Brasil e outras duas no exterior, incluindo Portugal e Flórida. Somente em território nacional, são cerca de cinco mil máquinas produzidas mensalmente.
Durante a Feira do Empreendedor, Alexandra Asbahr, que representa a marca, contabiliza cerca de 200 atendimentos. Mais do que a expectativa imediata de vendas, a participação teve como objetivo ampliar a presença no mercado local e gerar uma prospecção futura.

Para quem visita, feira também é oportunidade de aprender
Se para os expositores e pequenos empreendedores, a feira representa uma oportunidade comercial, para quem participa como visitante o evento também serviu como aprendizado.
É o caso de Liz Cristine Pinheiro, consultora de Recursos Humanos de Curitiba, que também participou de uma rodada de negócios. Para ela, conhecer novos modelos de negócio e estabelecer contato com diferentes empreendedores é importante para ampliar a visão sobre os mercados em que atua.

A mesma busca por conhecimento levou as professoras de Arapoti, Giane Santo e Tania Pacheco, a visitar a feira acompanhada de 36 estudantes, entre 15 e 17 anos. Os alunos estão desenvolvendo uma empresa como trabalho de conclusão de curso e, segundo a professora, conhecer de perto negócios, tecnologias e soluções apresentadas na feira ajuda a aproximá-los da realidade do mercado.
Durante a visita, o grupo passou também pelo espaço da FortMag, empresa que apresenta uma tecnologia voltada ao tratamento da água. A solução utiliza um bastão desenvolvido pela empresa para reduzir a acidez da água.
A visita ao estande acabou criando uma conexão direta entre educação e empreendedorismo: enquanto os alunos buscam conhecer soluções e inovações que existem no mercado, os expositores encontram na feira uma oportunidade para apresentar tecnologias a um público interessado em novos negócios.

“Nosso principal objetivo aqui foi mostrar o quão inovador é o mercado para esses adolescentes que se lançarão, em breve, no mercado de trabalho. Para eles, essa experiência está sendo incrível”, resume Giane.ASN
