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Em Curitiba, Feira Sou Sul movimenta mais de R$ 31 mil em vendas de produtos com IG

Evento reuniu cerca de 650 visitantes e 15 expositores e terá continuidade em restaurantes e cafeterias da capital até 3 de outubro
Por ASN Paraná
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A valorização dos produtos com Indicação Geográfica (IG) e a conexão entre produtores, consumidores e profissionais da gastronomia marcaram a primeira edição da feira Sou Sul, realizada no último fim de semana (26 e 27), em Curitiba. Promovido pelo Sebrae/PR em parceria com o Fórum Origens, o evento reuniu cerca de 650 visitantes, aproximadamente 15 expositores e movimentou mais de R$ 31 mil em vendas diretas ao longo de dois dias.

Feira Sou Sul reuniu produtores de produtos com IGs para se aproximar do público e imprensa. Fotos: Inove

Além das vendas realizadas durante a feira, os produtores fizeram contatos com chefs de cozinha e proprietários de empórios, criando possibilidades de novos negócios após o evento.

Para Sérgio Medeiros, coordenador do Fórum Origens, os resultados também apareceram na resposta do público e nas conexões comerciais estabelecidas durante a feira.

“O Sou Sul foi um sucesso. Todos os expositores venderam muito bem seus produtos. Além da venda no evento, fizeram vários contatos com chefs e donos de empórios para vendas futuras. Outro ponto positivo foi a participação do público nas aulas de gastronomia, todas lotaram”, afirma Sérgio, que também é presidente da Associação dos Amigos da Onça e diretor do Curitiba Honesta.

A programação também contou com aulas de gastronomia conduzidas voluntariamente pelos chefs Carlos Fogo, Délio Canabrava, da Cantina do Délio, Roberta Schwanke, Sérgio Medeiros e Felipe Cavalcanti, do Tekoa. Os profissionais apresentaram preparos que combinaram diferentes produtos com Indicação Geográfica e ajudaram a mostrar ao público as possibilidades de utilização desses ingredientes na gastronomia. Todas as aulas tiveram as 15 vagas preenchidas.

Délio Canabrava ensina a fazer ravioli com linguiça Blumenau da Olho Embutidos e bala de banana de Antonina com fonduta de queijos de Witmarsum. Foto: Inove

Já no domingo, Sérgio Medeiros preparou a tradicional Carne de Onça de Curitiba, enquanto o chef Felipe Cavalcanti, do Tekoa, apresentou uma sobremesa à base de Erva-mate São Matheus, Camomila de Mandirituba e chocolate branco. Todas as aulas incluíram degustação e tiveram as vagas preenchidas.

“O propósito da feira foi cumprido. Queríamos aproximar o consumidor das Indicações Geográficas do Paraná e do Sul do Brasil e dar aos pequenos empreendedores a oportunidade de apresentar seus produtos e contar suas histórias. A Indicação Geográfica também é isso: história e cultura preservadas por meio dos produtos e dos territórios. E conseguimos levar tudo isso também para a gastronomia”, afirma Maria Isabel.

Valorização dos produtos e dos territórios

Entre os expositores, a produtora Lucélia Costa, de Jaboti, no Norte Pioneiro do Paraná, participou da feira com morango e café especial, dois produtos ligados à identidade da região. Integrante de uma associação ligada à IG do morango, ela também trabalha com café especial reconhecido pela origem.

Para Lucélia, a participação no evento foi uma experiência positiva, tanto pela possibilidade de apresentar os produtos a novos consumidores quanto pelas vendas realizadas durante os dois dias.

“Foi uma experiência muito positiva. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos para pessoas que ainda não conheciam a origem e o trabalho por trás deles, além de conversar diretamente com consumidores e abrir novos contatos. Para nós, esse tipo de feira ajuda muito na divulgação e na valorização do produto”, relata.

Lucélia Costa apresenta o morango de Jaboti durante a feira. Foto: Inove

Outro expositor foi Eduardo da Silva, que representa a quarta geração de uma família produtora de goiaba em Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná. Durante a feira, ele comercializou goiabas in natura em unidades e em embalagens próprias dos produtos com Indicação Geográfica.

Para Eduardo, as vendas ficaram acima do esperado. “Foi uma feira bem produtiva, de dois dias, e além do esperado em questão de comercialização. Geralmente a gente leva uma quantidade pequena de caixinhas, mas dessa vez levamos uma quantidade maior e conseguimos comercializar em torno de R$ 1,8 mil. Foi quase o dobro das feiras normais”, conta.

Além das vendas, o produtor destaca os contatos feitos com potenciais compradores. “Tive algumas conversas com empórios da região que tiveram interesse na fruta. A gente só fica parado na questão logística, mas esperamos que isso ajude a melhorar bastante”, afirma.

Para Eduardo a feira foi uma grande oportunidade de negócios. Foto: Inove

Para Marcos Borges, representante da Olho Embutidos, que produz a linguiça Blumenau, a feira foi uma oportunidade de apresentar o valor da Indicação Geográfica e trocar experiências.

“Todos que visitaram nosso espaço conheceram de perto o valor da nossa Indicação Geográfica e trocaram experiências incríveis conosco. A visibilidade que o evento proporciona reforça nosso compromisso com a qualidade, a origem e a tradição do nosso produto”, diz Borges.

Franciele Rechembach Haselbauer, da queijaria Encantilado, produtora de queijo colonial de Manfrinópolis, no sudoeste do Paraná, destaca a importância de apresentar o produto a consumidores de outras regiões.

“É importante que aconteçam esse tipo de evento para levarmos nosso produto para fora, divulgando além da nossa região e buscando reconhecimento e valorização. Muitas pessoas ainda não conhecem o queijo colonial do Sudoeste do Paraná, e a feira é uma vitrine para apresentar o produto e contar a nossa história”, declara Franciele.

Franciele durante atendimento na Feira. Foto: Inove

Já Marcos Venturin, produtor do Mel de Melato da Bracatinga, em União da Vitória, ressalta o resultado das vendas e a abertura de novas oportunidades comerciais.

“Superou totalmente as expectativas. Foi excelente em contatos e vendas. A gente vê que as feiras são muito importantes para a divulgação do produto, para as pessoas conhecerem e terem informação sobre o que é o melato da bracatinga”, conta Venturin.

Produtos com IG chegam a restaurantes de Curitiba

A programação do Sou Sul terá continuidade com o movimento “Tem IG no Prato, na Taça e na Xícara”, que será realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, em restaurantes e cafeterias de Curitiba. A iniciativa levará produtos com Indicação Geográfica (IG) para pratos, bebidas e preparações especiais, ampliando o contato do público com os sabores e as histórias dos territórios de origem.

O público poderá experimentar preparações com ingredientes como carne de onça e broa de centeio de Curitiba, morango e café do Norte Pioneiro, melado de Capanema, goiaba de Carlópolis e bala de banana de Antonina.

Entre as opções, estão o hambúrguer de Porco Moura com molho feito com goiaba de Carlópolis e broa de centeio de Curitiba, no Trama Restaurante; o cappuccino e o cold brew preparados com melado de Capanema, no Per Tutti Café; e a sobremesa com morango do Norte Pioneiro e camomila de Mandirituba, também no Trama.

A programação inclui ainda preparações com carne de onça de Curitiba em estabelecimentos como Bar do Alemão, Burguer Bar, Casa Mauá e Jabuti, além de opções com café do Norte Pioneiro em cafeterias participantes.

A ação dá continuidade à aproximação entre produtores e o setor gastronômico iniciada durante a Feira Sou Sul e amplia as possibilidades de os produtos com IG chegarem a novos consumidores.

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