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Feira do Empreendedor permite espaço de autodiagnóstico em gestão com foco em ESG

Autodiagnósticos de gestão mostram como práticas de ESG podem abrir portas para crédito, fortalecer a imagem e impulsionar a competitividade
Por ASN PR
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Quem empreende e visita a Feira do Empreendedor, realizada pelo Sebrae/PR em Curitiba, conta com uma novidade estratégica: os espaços de autodiagnóstico de gestão, que ajudam a identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria em seus negócios. Entre os temas avaliados está o ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (ambiental, social e governança), que vem ganhando cada vez mais importância no mercado e já impacta diretamente no acesso a crédito e na competitividade das empresas.

Feira do Empreendedor segue ate domingo (14). Foto: Inove.

Implementar práticas de ESG vai muito além de responsabilidade social ou cuidado ambiental. Trata-se de ganhar vantagem competitiva e financeira. Empresas que incorporam esses princípios em sua gestão são vistas como mais confiáveis, sólidas e sustentáveis, o que abre portas para benefícios fiscais, linhas de crédito diferenciadas e até condições mais favoráveis em negociações.

Um exemplo é a Fomento Paraná, instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado. A empresa já disponibiliza linhas de crédito que priorizam negócios com boas práticas de sustentabilidade e governança, oferecendo taxas mais atrativas e acesso facilitado para quem demonstra estar alinhado ao ESG.

Empresários e empreendedores participam dos espaços de autodiagnóstico durante a Feira do Empreendedor 2025, em Curitiba. Foto: Inove.

“Cada vez mais, o mercado olha para o ESG como critério de confiança. Para o pequeno empreendedor, isso significa que adotar essas práticas pode ser o diferencial na hora de conseguir crédito ou fechar parcerias estratégicas”, explica Joelson Carvalho.

Para quem participa da Feira, o autodiagnóstico pode ser um ponto de partida prático. Com base em respostas rápidas, é possível identificar o quanto a empresa já aplica conceitos de gestão e ESG, além de receber orientações de próximos passos para evoluir.

“Achei que ESG fosse algo distante da realidade de pequenos negócios, mas percebi que posso adotar pequenas mudanças já em casa e que geram impacto. O diagnóstico mostrou onde posso melhorar”, afirma Weslayne Hage, que faz doces e bolos artesanais e participou da atividade.

Segundo Weslayne, o autodiagnóstico ajudou a identificar pontos de melhoria e até a acessar benefícios como crédito e novas oportunidades de mercado. Foto: Divulgação

Weslayne veio há seis meses do Amapá para o Paraná em busca de melhores oportunidades e mais qualidade de vida para seus dois filhos, de 10 e 5 anos. Mãe solo, ela mora atualmente em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, e trabalha como operadora de caixa enquanto empreende paralelamente com a Lany Cakes para prover a família.

“Faz sete anos que faço bolos e doces, coloco no meu trabalho sempre um toque da culinária amazônica. Esse ano decidi colocar mais energia no meu empreendimento. Estou participando da Feira desde o primeiro dia e já vi que o Sebrae pode me ajudar muito”, disse.

Segundo o consultor do Sebrae/PR, Joelson Carvalho, a proposta é mostrar que ESG não é burocracia. Ele pode ser uma forma de fortalecer o negócio, reduzir riscos e ampliar oportunidades de crescimento.

“Trabalhamos para mostrar que aplicar ESG traz retorno real: em crédito, em credibilidade e em competitividade. Queremos que cada empresa saia da Feira com a consciência de que esse é um caminho viável e estratégico”, reforça.

O diagnóstico está disponível no site do Sebrae/PR.

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