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Projeto Escola Empreendedora do Sebrae/PR debate sobre o uso saudável de telas a Londrina

Ação realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação reuniu alunos do Ensino Fundamental em atividade sobre bem-estar digital
Por ASN Paraná
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Escola Padre Anchieta foi a primeira do Norte do Estado a receber projeto-piloto do Sebrae/PR . Fotos: Divulgação.

A Escola Municipal Padre Anchieta, localizada no bairro Heimtal, em Londrina, foi o primeiro espaço a receber a oficina “O uso saudável das telas”, no Norte do Estado. A ação integra o projeto Escola Empreendedora do Sebrae/PR e foi realizada, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação na manhã de terça-feira (19), para cem alunos dos 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental. Além de Londrina, oito escolas de Curitiba também já receberam a oficina considerada um projeto-piloto que deverá ser ampliado em todo o Paraná a partir de 2027.

“Nosso objetivo com essa oficina é ajudar as crianças a construírem uma relação mais saudável com a tecnologia. As telas fazem parte da rotina e trazem benefícios, mas é importante que os estudantes aprendam desde cedo sobre limites, convivência e uso responsável. Quando abordamos esse tema de forma lúdica e educativa, incentivamos reflexões que alcançam não apenas os alunos, mas também as famílias e toda a comunidade escolar”, explica a consultora do Sebrae/PR, Simone Millan Shavarski.

Cem alunos da Escola Municipal participaram de edição inédita em Londrina do Projeto Escola Empreendedora do Sebrae/PR.

Durante o encontro, os estudantes refletiram sobre os impactos positivos e negativos das tecnologias. A maioria reconheceu que o uso excessivo das telas pode trazer mais prejuízos do que benefícios, reforçando a importância de escolhas conscientes no ambiente digital. Como parte da atividade, cada aluno também modelou um cérebro de massinha, símbolo do cuidado com a saúde mental diante das tecnologias.

O conteúdo da oficina também dialogou com competências da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), como Cultura Digital, Pensamento Crítico, Autoconhecimento, Responsabilidade e Cooperação. Os alunos tiveram acesso ainda a uma série audiovisual interativa, almanaques de atividades e um aplicativo para monitoramento do tempo de tela, reforçando o caráter inovador da proposta.

A oficina

O professor Pedro Gattás, professor e criador da oficina “O uso saudável das telas”, reforçou que o objetivo não é proibir, mas ensinar o uso consciente da tecnologia. “A tela pode ser a bicicleta do cérebro, que leva a lugares novos com segurança, ou o sofá do cérebro, quando ficamos apenas rolando sem refletir, deixando o pensamento preguiçoso”, explicou.

Com linguagem lúdica e adequada aos alunos dos 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, oficina fez crianças pensarem sobre o uso das telas.

Mariana Botura, diretora da Escola Padre Anchieta, ressalta a importância de ações que coloquem as crianças em contato com questões práticas e, também, importantes para o desenvolvimento saudável do indivíduo.

“É interessante trazer para os alunos discussões atuais e que promovam a consciência da relação deles com as tecnologias. Precisamos estar inseridos neste movimento de repensar esse uso para que realmente seja consciente e traga benefícios”, analisa a diretora.

Fernanda Casagrande, responsável pelos projetos parceiros da Secretaria Municipal de Educação, afirma que parceria com o Sebrae/PR ajuda na formação empreendedora dos alunos.

“Essa parceria nos proporciona discutir temas bastante atuais como esse do uso saudável das telas. Ao fazer isso de maneira lúdica, com linguagem apropriada, conseguimos transmitir mensagens e questionamentos importantes para a vida desses estudantes e suas famílias”, detalha Fernanda.

Entre as atividades da oficina, modelagem de cérebro de massinha simbolizou do cuidado com a saúde mental diante das tecnologias.

Metodologia

A metodologia combina elementos do imaginário infantil, vídeos animados, músicas, humor e atividades práticas. Mais de 18 mil alunos já participaram do curso em todo o País e, somente em Goiás, cerca de 2 mil estudantes foram contemplados nesta primeira etapa. Entre os personagens apresentados está o Conde Bétula, o “vampiro da atenção”, que simboliza os excessos do tempo diante das telas. Já o celular aparece como o FOMOrCego. Em contraste, os professores são retratados como heróis que utilizam a tecnologia de forma criativa e responsável.

Dodô, o beija-flor empreendedor

Além da oficina, os alunos também participaram de uma atividade para, por meio do empreendedorismo, buscar soluções para problemas vivenciados na família e na comunidade em que vivem.

Para isso, foram distribuídos exemplares dos quadrinhos “Dodô, o bejia-flor empreendedor”. O material explora temas essenciais como inovação, colaboração, planejamento e gestão financeira, mostrando de forma lúdica como tirar grandes ideias do papel e colocá-las para voar.

A história está disponível também em formato de e-book e conta, ainda, com edições exclusivas para que os professores possam trabalhar o tema em sala de aula em diversas atividades com o apoio de especialistas e do Sebrae/PR.

“Dodô, o beija-flor empreendedor” auxilia crianças nos primeiros contatos com temas ligados ao empreendedorismo no Paraná.
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