Realizado em Maringá pelo Sebrae/PR e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), o Startup Garage, programa de empreendedorismo e inovação, oportunizou novas experiências para acadêmicos e profissionais. De 28 equipes inscritas, 13 concluíram o programa em novembro passado e transformaram ideias de negócios em startups.
De olho na tendência do modelo de assinatura de energia solar, uma das startups, a Helius, trabalha em um software para gerenciamento de crédito de energias renováveis.
“Uma usina de energia solar pode vender energia para um usuário, que acaba tendo cerca de 15% de desconto na conta de energia. A ideia é construir um software para gerenciar os créditos gerados pelas usinas”, explica o engenheiro civil que é um dos membros da equipe, Leonardo Aurelio Varizi.
O negócio chegou ao programa na fase de ideação. Segundo Varizi, workshops, mentorias, benchmarking, aproximação com investidores e outros processos ajudaram no desenvolvimento do plano de negócios.
“Tínhamos só a ideia. Não tínhamos persona, público-alvo, não havia protótipo nem validação. Estruturamos todas as etapas para o modelo de startups. Agora, vamos continuar o amadurecimento para acertar o ponto de largada”, explica.
Segundo professor e coordenador do Startup Garage na UEM, Marcelo Farid Pereira, a oportunidade levou para perto dos participantes os habitats de inovação de Maringá, a exemplo da Incubadora Tecnológica, além de contatos com conselheiros da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), professores da UEM e outros atores do ecossistema que ajudaram a estruturar as ideias de negócios.
“Tivemos iniciativas em várias áreas, tudo diversificado, com produtos não tradicionais no mercado. Envolvemos estudantes de pós-graduação, professores e profissionais nesses projetos que ainda puderam ser apresentados para investidores”, pontua Farid.
O consultor do Sebrae/PR, Nickolas Kretzmann, diz que os resultados reforçam a importância de a academia estar conectada aos ecossistemas de inovação e da potência dessas instituições, enquanto fomentadoras do surgimento de negócios.
“Este ano o programa teve caráter especial e coloca a UEM no radar das universidades que respiram um empreendedorismo mais inovador. E a parceria e proximidade com o mercado é fundamental para a geração de startups com boas oportunidades de crescimento”, completa o consultor.
Startups estruturadas no programa:
– Agri9, no ramo do agronegócio
– AgroMazing, no ramo do agronegócio
– Helius, na área de energia de fontes renováveis
– Rinaldi Research Group, segmento de análises ambientais
– S.A.E., setor educacional
– Escoa, área de engenharia e materiais, sensoriamento remoto e recursos hídricos
– Grupo SB, desenvolvimento e design
– Genesis Agroscience, setor do agronegócio e soluções sustentáveis
– MicoTec, setor da saúde/desenvolvimento de fármacos
– DAJU, alimentos funcionais
– SIBA, área educacional
– ArchPLANet, app de consulta para estudantes de arquitetura
– SAILOR, segmento de automação em segurança náutica
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