Desde o ano passado, associados da Rede Forte de Supermercados estão participando do projeto Encadeamento Produtivo. Realizada em parceria com o Sebrae/PR, a iniciativa de base tecnológica teve que ser redesenhada com a pandemia de Covid-19. Com as atividades presenciais suspensas, foi preciso adotar novas estratégias para dar continuidade às capacitações.
O trabalho começa a dar resultados. Em Candói, região central do Paraná, os proprietários do Supermercado Amigão, Maria Dolores Cavichon e Valmor Cavichon, iniciaram em junho uma ação solidária conectada à região em que estão localizados, a Vila da Paz. Todas as quartas-feiras, bem cedo, eles assam pães que são entregues em 37 residências de idosos da vila.
“Mapeamos as casas com pessoas idosas que não podem sair, por causa do coronavírus. Até o final do ano, vamos fazer a entrega nas residências, em todas as quartas-feiras, gratuitamente”, explica Maria. A empresária esclarece que é uma forma de retribuir o carinho dos clientes que, no momento, não podem fazer suas compras por conta da Covid-19.
Paralelamente, Maria Cavichon tem trabalhado em ações relacionadas a vendas e controles financeiros, dentro do projeto Encadeamento Produtivo Rede Forte.
“Temos observado melhorias em diversos setores. Estamos aplicando o controle de perdas, para obter preços competitivos e capacidade operacional. Ainda estamos batalhando no controle de estoque. Na pandemia, o serviço de entrega teve procura maior. Rapidamente, criamos canais digitais no Facebook e Whatsapp, com o aprendizado que tivemos com as lives do Encadeamento Produtivo. São técnicas que achávamos que nunca iriam chegar aqui no interior e os canais reverteram em vendas”, conta Maria.
Atualmente, o supermercado conta com dez colaboradores e a empresária já estuda a contratação de mais dois.
Para o presidente da Rede Forte, Sandro Luiz Dalle Laste, o Sebrae agiu rapidamente e mudou a estratégia do projeto para atendimentos digitais, garantindo a continuidade das ações.
“Recentemente, tivemos atividades em todas as noites da semana. Os conteúdos teóricos estão sendo repassados por meio de lives. Avaliaremos, mais à frente, de que forma o novo processo está gerando resultados”, comenta o presidente.
Sandro ressalta que os conteúdos digitais estão sendo apresentados aos empresários, para que estejam antenados com as novas ferramentas tecnológicas, que ganharam mais importância com a pandemia.
“Também estamos conversando sobre a retomada de algumas ações práticas, mas ainda sem previsão de datas. De toda forma, não paramos com as atividades. No meu negócio, por exemplo, recebi resultados de diagnóstico e já comecei a trabalhar com a equipe para resolver algumas deficiências”, diz Sandro, que tem um supermercado em Palma Sola (SC).
Atividades em andamento
Jocelei Fiorentin, consultora do Sebrae/PR, detalha que os casos dos supermercados de Candói e Palma Sola são exemplos de como o projeto Encadeamento Produtivo pode contribuir para a melhoria dos negócios.
“A empreendedora Maria Cavichon tem participado ativamente das atividades e teve a ideia de proporcionar uma experiência muito maior com os clientes, a partir do mapeamento das residências dos idosos, e sintonizada com temas dos módulos que visam dar atendimentos diferenciados para clientes na sua jornada”, aponta Jocelei.
A consultora acrescenta ainda que o projeto junto à Rede Forte tem como objetivos transformar as empresas associadas a partir da inovação e melhorar os indicadores de desempenho.
O projeto
O Encadeamento Produtivo Rede Forte segue uma metodologia nacional do Sebrae. Neste mês de junho, as atividades estão concentradas no treinamento de equipes de alta performance. Para o segundo semestre, estão previstas ações de relacionamento, gestão, mercado e inovação.
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