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Startup paranaense passa por processo de internacionalização na Estônia

Eyhe, de Pato Branco, foi a vencedora de um programa do Sebrae/PR. Startup é voltada ao acolhimento emocional
Por ASN Paraná
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Eyhe, de Pato Branco, foi a vencedora de um programa do Sebrae/PR. Startup é voltada ao acolhimento emocional

A Estônia é considerada o berço das startups e do empreendedorismo mundial. Referência em um ambiente inovador para negócios, o país abriga empreendedores do mundo todo. Durante 20 dias, uma startup paranaense, a Eyhe, de Pato Branco, pôde vivenciar o ambiente inovador em negócios digitais, conectando-se com parceiros, clientes e outros integrantes do ecossistema.

A startup voltada ao acolhimento emocional, que surgiu com a ideia de ajudar pessoas que estão enfrentando crises pessoais, foi vencedora da edição do Startup PR Internacionaliza do Sebrae/PR, programa que tem como objetivo auxiliar as startups a iniciarem seu processo de internacionalização, tendo a Estônia como porta de entrada para o mercado europeu.

Neste período em Talin, capital da Estônia, a Eyhe teve a oportunidade de se conectar com empresas que atuam em segmentos semelhantes. De acordo com Leandro Manfroi, fundador da startup, a viagem trouxe novas perspectivas para a empresa.

Startup realizou também tratativas com fundos de investimentos, que permitirá alavancar e entrar com o serviço na Europa, Índia e Estados Unidos. Foto: Divulgação

“Fizemos um networking gigantesco. Participamos de reuniões técnicas, em que identificamos tecnologias e oportunidades de melhoria para a nossa plataforma. O processo de internacionalização nos permitiu uma troca de experiências muito grande com agentes internacionais”, afirmou.

Leandro conta que a forma de conduzir a startup também mudou depois do processo de internacionalização.

“A troca cultural foi muito intensa. Vimos e implantamos novas formas de gestão para o nosso negócio, de metodologias e também de desenvolvimento aplicadas em negócios digitais. Mudamos muitas coisas, de forma rápida, para que pudéssemos nos adaptar ao mercado internacional”, explicou.

Ele destaca que o processo de imersão possibilitou, também, o contato com possíveis investidores.

“Tivemos algumas tratativas com dois fundos de investimentos internacionais, com possibilidades de negócios. Nossa expectativa é que até o final do ano isso se concretize, o que vai nos permitir alavancar e entrar com o nosso serviço na Europa, Índia e Estados Unidos, além de fomentar o desenvolvimento de um hub próprio de serviços de saúde mental e bem-estar”, contou.

A missão internacional também permitiu entender mais sobre as pressões que as pessoas enfrentam em diferentes países e realidades.

“Desde o início, a nossa plataforma sofreu adequações. Enquanto no Brasil, por exemplo, existe uma pressão muito grande pelo lado financeiro e as pessoas sofrem com estresse e ansiedade, na Estônia as crises são ocasionadas pelo excesso de frio e falta luz, uma vez que chegam a ficar meses do ano sem sol”, pontuou.

A imersão da Eyhe, em Talin, ficou sob a supervisão do Estônia Hub (iniciativa privada que proporciona intercâmbio entre o país do norte europeu e startups). Durante três semanas, a empresa foi apresentada ao ecossistema local, participou de agendas com parceiros estratégicos e se encontrou com investidores em potencial, além de conhecer o mercado internacional de startups.

Para Juliano Lima, consultor do Sebrae/PR, a possibilidade de estar no país mais digital do mundo e primeiro no ranking global de competitividade, traz benefícios para a Eyhe.

“A empresa pode entender melhor como funciona um processo de internacionalização, se conectar com outros empreendedores brasileiros que têm startups no mercado europeu, além de ter a chance de acessar novos mercados, fundos de investimentos, hubs de inovação e ampliar o networking.

De acordo com Juliano, a intenção agora é ampliar a possibilidade de mais startups vivenciarem experiências como essa.

“Nosso foco é que tenhamos mais empresas do ecossistema participando de programas de internacionalização. Com base nos resultados obtidos nessa ação, que foi exclusiva na região Sudoeste, o programa passará a ser estadual, com o intuito de 2023 termos mais de 30 startups participando do processo”, enfatizou.

Startup PR Internacionaliza Brasil – Estônia

O Programa teve como objetivo fomentar o ecossistema de inovação da região sudoeste, apoiando empresas de base tecnológica que possuem produtos em fase de operação ou tração que visem alcançar mercados internacionais.

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