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Londrina Paraná Day estreita relações do interior do Estado com Alemanha, Japão, EUA e Angola

Representantes de governos destacaram a intenção de fortalecer parcerias estratégicas e impulsionar oportunidades de negócios em evento da ExpoLondrina
Por ASN Paraná
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Lideranças locais se reuniram no Londrina Paraná Day para promover intercâmbio comercial da região com países da América, Europa, Ásia e África. Foto: Thomé Lopes

Autoridades locais e representantes dos governos do Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Angola se reuniram no Norte do Estado para o Londrina Paraná Day. O evento realizado na última sexta-feira (10) integrou a programação da ExpoLondrina 2026. O objetivo é fortalecer parcerias estratégicas, impulsionar oportunidades de negócios, especialmente no agronegócio e inovação. O Londrina Paraná Day é a derivação local do Paraná Day.

“A conexão da ponta produtiva com os representantes dos governos nacionais e internacionais é sempre uma possibilidade de construir relações e gerar negócios. É isso que impulsiona e viabiliza, de verdade, o comércio exterior”, pontuou Luiz Antonio Rolim de Moura, coordenador de Mercado Empresarial do Sebrae/PR.

O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, relatou que o encontro trouxe para a cidade representantes de países interessados em apoiar a instalação de empresas e fortalecer negócios internacionais.

“Por conta do evento, recebemos uma comitiva de empresários e líderes angolanos interessados em trazer uma indústria para a cidade. A ideia é que a negociação avance para que, em breve, a gente possa fazer anúncios importantes”, pontuou o prefeito.

Prefeito de Londrina destacou objetivo em apoiar a instalação d enovas empresas em Londrina. Foto: Fernando Cremonez/SRP

O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Fabrício Bianchi, ressaltou a importância de atrair negócios estratégicos.

“A gente não quer atrair qualquer indústria para a cidade. A gente quer buscar, de forma proativa, indústrias de base tecnológica que tenham conexão com o nosso planejamento estratégico do ecossistema de inovação”, destacou Fabrício.

O presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, lembrou que os incentivos fiscais oferecidos pela Município e pela agência podem tornar a região mais atrativa por meio de tarifas reduzidas de IPTU e ISS, a partir de incentivos municipais, e do ICMS, por meio do programa Paraná Competitivo, por exemplo.

“Pensar na redução da carga tributária municipal e estadual é incentivar as relações comerciais de uma forma que seja interessante para todos os envolvidos”, salientou Eduardo.

Interesses internacionais 

A diplomata americana responsável pela Seção de Educação e Cultura do Consulado Geral dos EUA em São Paulo, RaeJean Spears, destacou que os EUA têm interesse em expandir programas de negócios, especialmente para o interior do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. “Faz parte de uma estratégia de ampliar as trocas comerciais, tecnológicas e de inovação dos EUA com o Brasil”, explicou.

A diplomata americana reforçou intenção dos EUA em ampliar relações comerciais com interior do Brasil. Foto: Fernando Cremonez/SRP

RaeJean disse que há anos empresas americanas investem no Brasil, mas que há potencial de investimento em novas regiões e, ainda, de reforçar as trocas comerciais entre os dois países.

O cônsul-honorário da Alemanha em Londrina, Ricardo Neukirchner, destacou que todos os consulados presentes no evento têm ideias interessantes para economia do Norte do Paraná.

Já o cônsul-geral adjunto do Japão em Curitiba, Rei Oiwa, afirmou que o Paraná é um dos principais locais de interesse. “Londrina está chamando cada vez mais atenção no Japão por causa dessa influência do agronegócio. Eu quero trazer as empresas japonesas de inteligência e agrotech para Londrina”, garantiu.

Cônsul-geral adjunto do Japão disse que Paraná é região de principal interesse do Japão no Brasil. Foto: Fernando Cremonez/SRP

Luis Avelino Yeho, administrador municipal da cidade de Cabinda – o equivalente ao cargo de prefeito para os brasileiros, contou que a cidade no Norte de Angola é rica em petróleo, pesca, comércio e agricultura, mas ainda tem problemas de saneamento básico e conectividade.

“Viemos para Londrina a partir de um convite da Prefeitura. Nossa intenção é fortalecer as relações e identificar oportunidades de interação e troca de experiências entre as cidades e regiões”, explicou Luis Avelino.

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