Aumentar lucratividade, produtividade e índice de competitividade entre empreendedores rurais e, ao mesmo tempo, diminuir os custos de produção. Foi com estes quatro principais objetivos que a Cooperativa Coprossel, de Laranjeiras do Sul, região centro-oeste do Estado, iniciou, ainda em 2016, um extenso trabalho com o Sebrae/PR.
Batizado de “Encadeamento Produtivo”, o Programa visava capacitar cooperados da Coprossel e, com isso, oportunizar crescimento e desenvolvimento para os empreendedores rurais e para as empresas fornecedoras da cooperativa. Nesse sentido, o trabalho foi dividido em duas etapas que contemplaram cursos, palestras, consultorias individuais e coletivas e missões técnicas, quando grupos viajam para conhecer cases de sucesso e, ao mesmo tempo, recebem orientações das equipes do Sebrae/PR.
“Percebemos que a Coprossel precisava melhorar em diversos aspectos, mas que isso também dependia da capacitação dos produtores, que produzem com maestria, mas às vezes não enxergam as propriedades como empresas. Por isso, para melhorar gestão, controles e processos, investimos na capacitação dos cooperados, sempre com a intenção de controlar melhor os custos da produção, como podemos otimizá-lo e, depois, como precificar de forma justa o nosso produto”, indica o presidente da Coprossel, Paulo Pinto Filho.
O cronograma, que durou mais de quatro anos, envolveu temas como Gestão Financeira, Planejamento Estratégico, Sucessão Familiar, além de informações e capacitações sobre mercados, qualidade total e recursos humanos, por exemplo. Mas, de acordo com o consultor do Sebrae/PR, Edson Braga, uma grande particularidade do trabalho desenvolvido foi a capilaridade da cooperativa, pois o cooperado atuava ora como cliente, ora como fornecedor.
“O produtor rural interage com a empresa âncora como cliente, quando busca insumos (sementes, adubos e defensivos químicos) para prover seu processo produtivo e como fornecedor quando comercializa sua produção com a cooperativa. Por esta razão, muitos foram os desafios ao longo da primeira fase do projeto. Mas logo no final de 2018, constatamos o resultado: foram realizadas 13 palestras, 21 oficinas, oito cursos, cinco missões técnicas (sendo uma na Argentina), cinco seminários e ofertadas mais de 7,9 mil horas de consultoria”, destaca Edson.
Diante disso, houve melhora em vários índices medidos pelo Programa. No que diz respeito à competitividade, por exemplo, foi alcançada a marca de mais de 15%, sendo que o aumento médio foi de 43,81 (28,81 pontos percentuais a mais). Nos custos, houve uma redução média de 18,86%. No critério produtividade, foi registrado aumento médio de 11,82%.
Dessa forma, portanto, iniciou-se a segunda etapa do projeto, dividida em três diferentes quesitos: aumentar o índice de competitividade; aumentar a produtividade e implantar controles gerenciais. Agora, em 2021, com a etapa concluída, os resultados também foram expressivos: houve aumento de 30,72% no índice de competitividade; de 22,49% na produtividade e 70% das empresas participantes passaram a implantar e adotar controles gerenciais, que refletem diretamente no crescimento da cooperativa.
“Quando reunimos as marcas e competências de uma cooperativa como a Coprossel e de uma instituição como o Sebrae/PR, temos a condição de chegar aos pequenos produtores e empresários de uma forma muito mais assertiva, contribuindo para a competitividade. Percebemos que a Coprossel tem uma forte participação na dinâmica econômica e social de Laranjeiras do Sul e do Território da Cantuquiriguaçu e, dessa forma, consideramos que o papel de apoio no desenvolvimento dos nossos territórios, foi atingido com bastante sucesso por meio deste Programa”, enfatiza o gerente da regional oeste do Sebrae/PR, Augusto Stein.
Muito além dos resultados numéricos e dos índices satisfatórios, a prática, segundo os produtores, também mudou para melhor. Azelindo Sumensi é agricultor cooperado há mais de 20 anos da Coprossel. Atualmente, produz soja e milho e percebeu que as mudanças foram importantes para que ele tivesse uma visão mais empreendedora acerca da propriedade que gerencia.
“Participei do Programa pensando em aprimorar a gestão da propriedade e adquirir mais conhecimento, mas acabei aprendendo também sobre planejamento e organização a curto e longo prazo, estabelecendo metas para a propriedade. Com tudo isso, mudei planejamentos e execuções para o melhoramento de tempo e recursos no desenvolvimento e progresso da propriedade e entendi que é preciso compartilhar informações e pedir opiniões dos colaboradores e familiares”, enumera Azelindo.
Agora, mesmo que o Programa tenha acabado, ele pretende continuar aplicando e aprimorando tudo o que aprendeu. “Espero continuar evoluindo em parceria com a cooperativa Coprossel”, conclui o produtor.
O presidente da cooperativa também compartilha do mesmo sentimento. Apesar de o Encadeamento Produtivo ter terminado, a intenção é continuar desenvolvendo e melhorando processos – para a Coprossel e para os cooperados.
“Como saldo final do Programa, além de todos os números e resultados, também conseguimos maior envolvimento e participação dos jovens e das esposas na gestão das propriedades. Por isso queremos manter essa parceria com o Sebrae/PR fortalecida, pois uma das funções da cooperativa é trazer novas tecnologias e capacitações em todas as áreas necessárias e, com certeza, este público vai demandar bastante conhecimento e preparo”, pontua Paulo.
E as melhorias não pararam por aí. Os fornecedores também sentiram diferença. Débora Sotti, sócia-proprietária de uma empresa de pré-moldados, percebeu diversas melhorias que impactaram diretamente nas negociações entre ela e a cooperativa.
“Já trabalhamos com a Coprossel há dois anos e desde que o trabalho com o Sebrae/PR começou, percebemos grandes avanços na questão de controles, gestão, planejamento e orçamento. Ficou muito melhor para negociar e organizar as demandas”, reforça Débora.
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Sobre a Coprossel
Fundada em 1991, a Coprossel atende seu quadro social com assistência técnica, fornecimento de insumos e comercialização da produção (prioritariamente formada pelas culturas de soja, feijão, trigo e triticale em parceria com a Embrapa). Atualmente, são registrados 1.170 cooperados, que fornecem seus produtos para municípios do Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul.
A cooperativa conta também com uma unidade de beneficiamento de sementes e investe na ampliação produtiva, que passará a contar, em breve, com a produção de leite e derivados.
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